História da Igreja Católica em Ibititá

Infelizmente não há registros da origem da nossa igreja em Ibititá, mas, segundo informações que colhi do Sr. Felisberto de Castro Dourado, aqui neste mesmo local, foi erguida a primeira igreja, em 1930, também como hoje, graças aos esforços da comunidade; foi inaugurada aproximadamente no dia 20 de agosto de 1930, com o casamento de Antonio Marques Dourado (popular Veveio) com Maria Amélia Marques Dourado, sendo esta missa celebrada pelo Pe. Tolentino, vindo da cidade de Morro do Chapéu. Tempos depois é que recebeu a imagem do Sr. do Bonfim, trazida de Salvador, a lombo de burro, sob os cuidados de Sr. Giminiano Marques Dourado.

            Naturalmente, com o passar do tempo, houve a necessidade e foram feitas algumas reformas, por exemplo: cresceu para os fundos, recuperou paredes danificadas, fez a torre, etc.

            Desta época para cá, nossa igreja contou com a assistência e a condução de vários padres, a exemplo de: Pe.Pedro, Pe. Enzo, Pe. Juca, Pe. França etc. e mais recentemente o Pe. Lúcio que permaneceu na cidade por 10 anos e ao chegar em 1990, criou a Paróquia Sr. do Bonfim de Ibititá; o Pe. Lúcio foi bem acolhido e querido nesta comunidade. Mas, como é de costume, veio a mudança, ou seja, o rodízio de padres entre as Paróquias da Diocese: onde o Pe. Lúcio foi substituído pelo atual Pe. Jessé de Deus Vasconcelos. Como é do conhecimento de praticamente toda a paróquia, esta transição foi muito polêmica; a chegada de Pe. Jessé nesta Paróquia, ocorreu no dia 14 de janeiro de 1999 e foi tumultuada, não por rejeitarem ele, mas, porque parte da comunidade que freqüentava e até mesmo que dirigia esta Igreja, não conformava, não aceitava a saída de Pe. Lúcio; Daí, surgiram protestos e violências, até mesmo, agressões físicas, tentando impedir que o Bispo Dom João Maria Messi apresentasse e empossasse o Pe. Jessé nesta Paróquia. Mas, o que os causadores desta revolta não sabiam, é que o Pe. Jessé, como ele mesmo tem dito por diversas vezes, gosta de ser desafiado; e este acontecimento serviu para aguçar seu espírito de luta, onde com a ajuda de algumas  pessoas, conseguiram conter a multidão, e consumar a sua posse nesta Paróquia.           

           Vieram as primeiras missas e a igreja, quase vazia; com o passar do tempo ele foi conquistando o povo e a freqüência melhorando, e logo a igreja voltou a ficar cheia. Hoje, diz Pe. Jessé: “Tenho muito amor por este povo de Ibititá, pois foi aqui que tive a chance de por em prática tudo que era apenas teoria em administrar gente”.

            Em outubro de 2000, vésperas das chuvas, veio o segundo grande desafio; com a liderança do Pe. Jessé, decidimos interditar a nossa Igreja, pois apresentava sinais de desabamento, suas estruturas encontravam-se abaladas. Passamos a celebrar as missas no salão paroquial, onde permanecemos por 03 anos. Interditamos a igreja por motivo de segurança. Daí veio a idéia “vamos reformar a nossa igreja”; reunimos por diversas vezes durante quase dois anos, até que concluímos e decidimos, “vamos demolir, derrubar e reconstruir”. Foi outra polêmica, muitos revoltaram, fizeram abaixo assinado com intenção de impedir nossa ação; mas, a maioria venceu e começamos a batalha de captar recursos para a obra; com muito sacrifício arrecadamos material e dinheiro; em outubro de 2002 a obra foi iniciada, e, em tempo recorde de 01 ano e 01 mês, concluímos e estamos hoje INAUGURANDO E CONSAGRANDO este monumento, este belo templo, a casa de Deus. Para que acontecesse esta construção em tempo recorde, contamos com a ajuda de muitas pessoas de outras comunidades; da Câmara Municipal de Ibititá; da Prefeitura local, onde tivemos o apoio incondicional do prefeito e da pessoa de Dr. Domingos; e, acima de tudo, contamos com o apoio, a dedicação, a contribuição de modo especial da comunidade Ibititaense; que, com a liderança e insistência de Pe. Jessé, doou grande parte do material desta construção e do dinheiro nela aplicado; uns doando mais, outro menos; mas cada um na sua condição.  Tenho certeza, que todos aqueles que contribuíram, estão satisfeitos, sentido–se recompensados. Poderá ter gente arrependida, mas com certeza, arrependido por não ter contribuído, talvez por falta de oportunidade, ou mesmo de boa vontade; porém, ainda há tempo de você fazer a sua contribuição, temos muito o que fazer nesta Igreja, e ainda algumas contas para pagar.                       

Falamos muito em quem dedicou e contribuiu para esta obra, mas tem uma pessoa que merece destaque e será registrada na história da nova igreja de Ibititá, estou falando da pessoa de Graciete Dourado Macedo Marques, que dedicou sua vida, seu tempo, no controle de toda parte financeira desta construção; saibam vocês que, todo material e dinheiro, que chegou nesta igreja, passou pelo controle de Graciete, além, e claro, das suas atividades normais como tesoureira desta paróquia. Estamos prestes a prestar contas de tudo que foi gasto nesta obra, devido à correria, não foi possível para hoje.            

Portanto, meus irmãos: a paróquia Sr. do Bonfim de Ibititá, o Bispo Dom Tommaso, o Pe. Jessé e toda a comunidade Ibititaense, agradecem de coração, todos aqueles que, direta ou indiretamente contribuíram com esta maravilhosa obra, que ora damos como INAUGURADA E CONSAGRADA. Que o Sr. do Bonfim, nos abençoe.

 

                                               Ibititá Ba, 23 de novembro 2003

 

Redator e Apresentador:

Jusselino M. de Almeida

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