Criação da Paróquia do Bom Jesus - Palmeiras - Bahia

A caminhada religiosa da Comunidade de Palmeiras, teve início no povoado da Serra Negra com a construção de uma casa de oração, segundo testemunho do SRº Antônio Gonçalves da Silva, que conta ter conhecido a casa de oração quando criança. Em seguida, foi construída a Capela que é do Povoado de Lavrinha que naquela época viveu dos diamantes. Já a Comunidade de Palmeiras iniciou-se com a vinda de garimpeiros e lavradores que trabalhavam com o comércio de diamantes e outras pedras preciosas. Essas pessoas vieram de Minas Gerais, Barra da Estiva e outras regiões atraídas pelo garimpo.

Por volta de 1865, Monsenhor Lino da Silva Gusmão, Vigário da freguesia de Lençóis deu início à construção da pequena casa de oração que corresponde à parte do Altar-mor até o arco. Esta construção foi realizada com a ajuda do Coletor Estadual José Xavier Alves que tinha o cartório de arrecadação na Comarca de Lavrinha, onde o povo por ser bastante religioso e devoto do Bom Jesus costuma-se reunir-se para rezar novenas e celebrar datas religiosas como: Semana Santa, São João, Natal e outras.

Em 1905, por iniciativa de D.  Joaninha Duque  e D. Dindó, com ajuda da comunidade realizou-se uma grande reforma na capela e foi construída a nave e a sacristia. Conta-se que moças, rapazes e crianças carregavam pedras e areia para ajudar na construção.

Em 1906, foi fundado o Apostolado do Sagrado Coração de Jesus e teve como Presidente D. Bernardina que presidiu até o ano de 1922. O quadro que representou o Coração de Jesus na fundação do Apostolado, existe até nossos dias e foi concedido por D. Marcelina Nunes Soares, mãe de Berlídia. Outra  figura marcante na história na Paróquia foi D. Virgília Menezes, que durante 45 anos foi presidente do Apostolado. Trabalhou com muito afinco e coragem, construindo um belo Altar-mor e as laterais, sendo posteriormente substituídos. Mesmo com dificuldades financeiras forrou o teto da Igreja e celebrou o cinqüentenário da fundação do Apostolado em 1956. Faleceu em 1966 e seus restos mortais foram enterrados na sacristia da Igreja matriz.Em seguida D. AnaFrancisca dos Santos foi eleita como presidente do Apostolado. Em 1970 foi abolido o canteiro em frente, os altares laterais de vários Santos, por iniciativa de Arquimedes Franco, Dr. Admastor Menezes e Ana Francisca Santos. Neste mesmo ano foi colocado o facho de mosaico no centro da nave.

De acordo com o relato deixado na Paróquia pelo Vigário Frei Salvador de Luca, há vários anos a comunidade de Palmeiras desejava emancipar-se eclesiasticamente, contudo foi impedida, pois teve o seu pedido recusado pelo Sr. Bispo D. Mathias da Diocese de Ruy Barbosa, a qual pertencia à freguesia de Lençóis. Isto ocorreu em 06 de janeiro de 1979.  Conforme a opinião de Dom Mathias não deveria ser criadas novas Paróquias devido o pequeno número de Sacerdotesem sua Diocese. Emesmo criando a Diocese de Irecê, Palmeiras pertenceria à Diocese de Ruy Barbosa, o que não ocorreu.

Como a Capela de Palmeiras ficou pertencendo à Diocese de Irecê, foi enviado pela Associação do Apostolado do Sagrado Coração de Jesus, através do ofício de 6 de Janeiro de 1981  um novo pedido, agora para o então Sr. Bispo D. Homero Moreira Leite, que após ter submetido à apreciação e a votação do clero diocesano reunidoem Assembléia Diocesanano salão social da Igreja em Seabra, foi aprovado pela maioria dos Padres a criação da nova Paróquia, desmembrando-se eclesiasticamente da Paróquia de lençóis em  04 de fevereiro de 1981. possuindo uma área de 758 km2. Limitando-se com Lençóis pelo Rio Mucugezinho, abaixo do Pai Inácio limita-se com Seabra. Assumindo como Vigário Ecônomo – Frei Salvador de Luca Oxcep, e formando o primeiro Conselho Paroquial. Teve ainda como Párocos: Frei Feliciano, Frei Aroldo Francisco Vieira, Pe. Roberto Celestino de Carvalho e atualmente Pe. Luís Martins dos Santos.

Com a elevação da Capela do Bom Jesus de Palmeiras à categoria de Matriz, o Município cresceu histórica e socialmente, passando para uma ordem superior igualmente ao nível das boas cidades. Do lado espiritual ganhou o direito de uma melhor assistência religiosa. Do lado material o município foi contemplado com uma casa paroquial na sede do município, no Carmona e em Campos de São João. Este patrimônio constituiu atração para que sacerdotes passam vir assumir a cura espiritual deste rebanho. A Paróquia conta com casas para sacerdotes nos seguintes povoados: Tejuco, Caeté-Açu e Rio Grande, construídas com ajuda da Igreja que sofre.

A Paróquia conta com as seguintes Igrejas: na sede – Igreja Matriz Bom Jesus; Igreja Nossa Senhora das Graças (Construída em 1991) e Igreja Santo Antônio (Construída em 2001); temos também outras Igrejas nos povoados de: Campos de São João, Carmona, Pecuária, Rio Preto, Caeté-Açu, Conceição de Gatos, Rio Grande, Lavrinha, Tejuco e algumas capelas nos povoados de: Taquari, Cruz, Fundão, Ribeirão, Santa Bárbara e Matão, onde em todas são celebradas missas de padroeiros.

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